Fuerteventura – Férias em Setembro

Não é nossa intenção repetir o que já se encontra bem divulgado na blogosfera sobre a ilha de Fuerteventura. Somos bloggers à pouco tempo e temos feito um esforço grande no sentido de divulgar ou partilhar locais diferentes, mas nem sempre conseguimos essa façanha. Neste artigo a nossa principal intenção é partilhar como foram os cinco dias de férias que passamos nesta ilha de cor ocre, do arquipélago das Ilhas Canárias, na terceira semana de setembro.

Pájara – Fuerteventura

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Conteúdos deste artigo

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Começamos pela data da viagem, que inicialmente estava prevista ser do dia 5 ao dia 11 de setembro. Por motivos profissionais foi necessário adiar a viagem 8 dias, o que acabou por ser proveitoso, permitiu reduzir o custo total em 110€ nas duas passagens aéreas, ficando a ida e volta por adulto em 129,49€. Tendo em conta algumas ideias que partilhamos sobre viajar de avião pela primeira vez, pode ver que por vezes alterar ou “trabalhar” com as datas, pode ter um impacto grande no orçamento disponível.

Estrada para a vila mais antiga de Fuerteventura – Betancúria.

Para esta viagem deve contar sempre com dois dias perdidos, a viagem de ida e a viagem de volta. Sobre a data da viagem, que foi do dia 12 ao dia 18 de setembro, poderá achar ser um pouco tarde para praia, mas não é bem assim, até porque as gentes deste arquipélago chamam de verão canarinho ao intervalo compreendido entre o início de setembro ao fim de outubro.

Para explorar a ilha decidimos alugar carro, uma iniciativa que recomendamos, exceto se a sua intenção for exclusivamente praia e a qual seja servida pelos transportes públicos. Pela experiência positiva e pela independência que o carro nos proporcionou, esta será uma iniciativa a ter em conta em viagens futuras. Para que possa ter uma ideia base sobre os valores envolvidos, por 5 dias com seguro contra todos os riscos incluído pagamos 136€.

Estrada de Pájara para Costa Antígua

Ao visitar estas ilhas tenha em conta as caraterísticas de cada uma. Quando nos decidimos por Fuerteventura, tivemos como principal objetivo um destino de praia, embora a ilha tenha muito mais para ver e conhecer. Para usufruir de tudo seria necessário pelo menos o dobro do tempo, por isso procuramos ser assertivos nas opções que fizemos. Pela praia decidimo-nos por Fuerteventura. Por motivos diferentes, quando voltarmos a este arquipélago será Lanzarote.

Escultura de Los Habitantes Tradicionales – Betancuria

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Praia de Caleta de Fuste ou Praia del Castillo

Por falta de experiência, desperdiçamos parte do primeiro dia com aluguer do carro, a ausência dele limitou-nos um pouco. As empresas de aluguer automóvel encontram-se instaladas no aeroporto e nós não tivemos isso em conta, damos prioridade ao check-in no alojamento por entendermos que levantar o carro à chegada poderia-nos empatar algum tempo. Eram 21:00 horas quando aterramos. Após nos encontrarmos com meio de transporte, começamos a tirar proveito da estadia na ilha pela praia de Caleta de Fuste, ou Playa del Castillo.

Esta será provavelmente uma das praias mais completa em Fuerteventura, principalmente se tivermos em conta o que tem acessível e tudo o que existe nos arredores. A única particularidade mais negativa desta praia é o tipo de piso, que não é bem areia e é um pouco duro, exceto dentro da água até dois ou três metros na maré alta. Esta praia encontra-se rodeada de hotéis, resorts, e uma marina. É uma baía e por isso a ondulação é quase inexistente.

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Praias de Sotavento de Jandia e El Matorral

No dia seguinte a ilha foi “invadida” por Calima, um fenómeno meteorológico que transporta poeiras vindas do norte de África, atingindo principalmente Portugal, Espanha e as Ilhas Canárias. Neste dia o céu apresentava-se um pouco turvo, como se trata-se de nevoeiro, mas com a temperatura alta. Por se apresentar assim limitou a captura de algumas fotografias, razão pela qual tivemos de recorrer a “créditos de imagem” para melhor ilustrar este artigo e Fuerteventura.

Beach bar – Jandia

Seguimos em direção ao sul da ilha, à Playa de Sotavento de Jandia. A maré estava baixa e quisemos aproveitar para usufruir da enorme “língua de areia” que se estende para sul desde esta praia, fazendo ligação entre ambas as Playas de Jandia, a zona norte com a zona sul. Posteriormente fomos até El Matorral, cujo ambiente achamos ser bastante parecido ao ambiente algarvio.

Playa de Jandia norte – Créditos desta imagem: “El Espanhol”
Playa de Jandia sul – Créditos desta imagem: “Travel the World”
El Matorral – Créditos desta imagem “Playas de Jandia de Pájara”

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Praia Gran Tarajal e Praia de Los Pobres

O alojamento onde ficamos instalados situa-se no centro da ilha, a 6 km de Puerto del Rosário, o que facilitou bastante a nossa movimentação na ilha. No regresso de El Matorral fizemos um pequeno desvio e paragem na praia Gran Tarajal e Playa de los Pobres, esta última localizada ao lado da pitoresca localidade de Las Playitas. Estas duas praias são de areias negras, vulcânicas, e a paisagem ao redor é de cor semelhante. As localidades sobranceiras a ambas as praias apresentam um ambiente calmo e descontraído, talvez por ser o fim da época balnear no geral.

Estrada para a praia Gran Tarajal
Playa Gran Tarajal – Fuerteventura
Playa de los Pobres – Fuerteventura
Aldeia pitoresca Las Playitas

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Piscina natural de Caleta de Fuste

No terceiro dia, logo pela manhã, damos prioridade a uns mergulhos na piscina natural de Caleta de Fuste. Para poder desfrutar desta piscina terá de consultar a tabela das marés e vir quando a maré está a atingir o ponto mais baixo, dessa forma consegue mais algum tempo para desfrutar deste lugar instagramável. Para poder sentir que este espaço é “todo seu”, venha quando faltar uma hora para o limite da maré baixa, as possibilidades são maiores, porque depois, toda a zona envolvente é rapidamente “invadida”…

Piscina natural de Caleta de Fuste

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Praia El Bajo Negro – Corralejo

Na tarde deste dia seguimos em direção às impressionantes dunas de Corralejo e suas praias. Nesta ilha observamos algumas caraterísticas que se destacam: a quase ausência total de vegetação, o verde natural que vimos era exclusivamente palmeiras; a forma de conduzir por aqui, que achamos calma e descontraída; a ausência de agricultura; e a água cristalina das praias. Até à data ainda não tínhamos visto nada assim. Pelo interior da ilha irá encontrar também muitos muros de pedra seca, consequência de eventual pastorícia que terá existido outrora, sendo os muros atualmente património na UNESCO

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Corralejo e praias de El Cotillo

No dia seguinte, logo pela manhã, seguimos em direção a Corralejo. Junto da população a costa é demasiado rochosa e sem condições de veraneio, exceto dentro da maioria dos alojamentos locais virados ao mar que encontramos junto ao trilho pedestre pela marginal, quase todos eles equipados com uma pequena piscina. A população mostrava sinais claros de que o mês de agosto já tinha passado. Não sendo possível fazer praia por aqui, seguimos de novo para as dunas de Corralejo, desta vez para a Playa del Viejo, ligeiramente a norte do Hotel RIU.

Plaia del Viejo

Ao inicio da tarde atravessamos a ilha, passamos por Lajares e seguimos em direção a El Cotillo. Esta localidade tem várias praias acolhedoras, mas ainda conserva o traçado de uma localidade tradicionalmente pesqueira. Nos restaurantes pitorescos que circundam o seu porto pode degustar alguns bons pratos de peixe de Fuerteventura. No regresso ao alojamento decidimos enveredar pelo centro da ilha, passamos por Tyndaia, onde fizemos uma ligeira paragem, e posteriormente Antígua. O contraste de branco do casario com o ocre da montanha toca o coração de quem aprecia a paisagem.

El Cotillo Beach
Paisagem típica do interior da ilha de Fuerteventura.

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Betancuria, a povoação mais antiga de Fuerteventura

De todas as recomendações de visita que nos foram dadas, quis-nos parecer que Betancuria era uma localidade de visita obrigatória, era um pouco como ir a Roma e não ver o papa. Decidimos deixar essa visita para o último dia, que curiosamente começou com clima pouco motivador para praia. Uma parte da estrada para lá, apesar de asfaltada é um pouco sinuosa, mas pelo que fomos ver, valeu cada metro percorrido.

Betancuria é a vila mais antiga das Canárias, terá sido fundada em 1404 por Jean de Bethencourt, um fidalgo normando que em 1402, em conjunto com Gadifer de la Sale, organizou uma expedição destinada à conquista das Ilhas Canárias e consequente submissão das populações guanche – povos de origem berbere que habitavam o arquipélago. O sucesso na conquista permitiu a Bethencourt o título de Rei das Canárias, fazendo desta localidade a capital destas ilhas.

Betancuria foi a capital administrativa de Fuerteventura até 1834, sendo hoje a vila menos povoada desta ilha. Não tem praia nem infraestruturas turísticas, mas possui um elevado interesse histórico e artístico. Isolada no interior da ilha, a sua localização deve-se a conseguir aqui maior proteção contra os ataques piratas. Atingiu o auge no século XVIII com as abundantes colheitas de sequeiro, mas hoje toda a economia local depende do turismo.

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Pájara – Fuerteventura

Pájara é uma encantadora cidade, que à semelhança de Betancuria, encontra-se igualmente escondida num vale no interior da ilha. A principal joia da cidade é a histórica igreja de Nuestra Señora de Régia, que cativa o visitante à primeira vista ainda no exterior. O seu portal de entrada, de design único, é decorado com motivos astecas e maias, um tipo de portal difícil de encontrar e igualmente difícil de passar despercebido.

Pájara atraia essencialmente o turismo de passagem. Ao percorremos algumas das suas ruas, mais uma vez nos apercebemos da forma descontraída que se vive na ilha, com o casario da população sempre rodeado da cor ocre tão caraterística de Fuerteventura. Pájara é a capital do maior município desta ilha, com a população mais concentrada na Costa Calma e Morro de Jable.

Hotel Rural “Casa Isaítas” – Pájara

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Ao início da tarde deste último dia de férias em Fuerteventura, levantou-se algum vento, não muito forte, mas o suficiente para tornar a estadia na praia um pouco desagradável. Apesar da nossa insistência, a meio da tarde tivemos de nos dar por vencidos e regressar ao alojamento, mas não sem antes fazermos uma visita às salinas de Carmen, embora não nos tenha sido possível conhecer o processo salineiro nem visitar o museu uma vez que à hora da nossa visita já se encontravam fechadas. Alguns minutos depois fomos fazer uma caminhada pelas falésias da costa junto da população onde nos encontrávamos – a Costa de Antígua, mas estes dias em Fuerteventura ficaram-nos no coração…

Salinas de Carmen – Fuerteventura
Praias de Caleta de Fuste. Créditos desta imagem: Facebook – Florian Kettler
Boias salva-vidas. Existem várias colocadas junto às arribas nas zonas habitacionais.
Nas escarpas de rocha vulcânica da Costa de Antígua.(!)

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Ilha de Fuerteventura

Mapa de localização das praias e dos locais que visitamos durante a nossa estadia na ilha.

Sugestões de visita que lhe podem interessar

Sobre ilhas, ainda não estamos em condições de recomendar nada além da ilha à qual se refere este artigo. Apenas recomendamos locais que visitamos pessoalmente, não locais que apenas conhecemos virtualmente. Embora estejamos no fim da época de veraneio, se tem preferência por destinos de praia seguem algumas sugestões:

  • Outra opção muito boa e bem pertinho desta última são as praias de Porto Covo, de águas calmas e protegidas do vento.

Fotos de Fuerteventura partilhadas nas redes sociais.

Como nos dias que estivemos em Fuerteventura não tivemos o clima mais propício à captação de imagens, deixamos aqui algumas fotos partilhadas por outros viajantes nas redes sociais.

Toque individualmente em cada imagem para ampliar.

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