Visitar Évora, cidade museu

Visitar Évora é visitar uma das cidades portuguesas com património monumental notável, uma cidade com séculos de história e a mais emblemática do Alentejo. Se apontássemos todos os locais a visitar nesta cidade, a lista seria extensa, com destaque para a Sé-Catedral, a Capela dos Ossos, a Praça do Giraldo, o Aqueduto da Água de Prata, o Templo Romano, o Palácio Manuelino, a cintura muralhada, uma das universidades mais antigas de Portugal, e outros mais…

Évora já se encontra bem divulgada na blogosfera, sabemos que não vamos dizer nada de novo, no entanto entendemos dar o nosso contributo uma vez que em 2027 esta cidade será a Capital Europeia da Cultura.

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Conteúdos deste artigo

Roteiro Para Visitar Évora – 1º dia
Roteiro para visitar Évora – 2º dia

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Motivos para visitar a cidade de Évora

Não é exagerado dizer que ao visitar Évora está a visitar a capital de todo o Alentejo. Évora é uma cidade histórica e monumental, com charme e nobreza, um museu a céu aberto com edificações monumentais que nos fazem viajar no tempo, uma cidade com arquitetura de herança romana, mudéjar e manuelina, com ruas empedradas e praças decoradas pela típica calçada portuguesa. Évora desafia o visitante a calcorrear demoradamente as suas ruas e saborear a tão afamada gastronomia alentejana. Évora é grande, mas a grandeza desta cidade não se mede aos palmos, ela sente-se em cada recanto e em cada monumento.

Palácio Manuelino

Refundada pelos romanos, foi por eles denominada Ebora Liberalitas Lulia. Évora foi a Praça Forte que alicerçou a formação do novo reino de Portugal durante a reconquista cristã. Após a consolidação das fronteiras com Castela, vários reis fixaram aqui a sua corte, de onde resulta o património histórico e artístico que hoje se encontra na cidade. O centro histórico de Évora, foi classificado em 1986 como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO, foi o segundo centro histórico de uma cidade portuguesa a receber essa distinção. O primeiro foi o centro histórico de Angra do Heroísmo, nos Açores, inscrito em 1983.

Jardim Público

Acontecimentos históricos relevantes

A cidade de Évora já vem da pré-história, o Cromeleque dos Almendres leva-nos até ao megalítico. Durante a ocupação romana ganha relevância estratégica e é durante esse periodo que é construído o icónico templo romano. Da mesma data vem o título honiorifico Ébora Liberalitas Julia, atribuído por Julio César. Em 714 é tomada pelos moçulmanos e reconquistada em 1165 por Geraldo Sem Pavor, que a integrou no reino de Portugal quando reinava D. Afonso Henriques.

Na idade Média tem início a construção da Sé-Catedral, a maior catedral medieval de Portugal. Durante o renascimento, diversos reis fizeram desta cidade a sua residência favorita…, é deste tempo a construção do Aqueduto das Águas de Prata, e a fundação da Universidade de Évora pelos Jesuítas. Em 1759, Marquês de Pombal declara os Jesuítas como rebeldes, traidores e inimigos do estado, e expulsa-os de Portugal, dando-se o declínio desta universidade e de outras instituições em Portugal de origem jesuíta. Em novembro de 1986, o centro histórico de Évora é oficialmente classificado como Património Mundial da Humanidade.

Muralhas de Évora

Onde ficar alojado/a

Évora tem uma enorme variedade de alojamentos, provavelmente a maior do Alentejo. Possui albergues, pousadas, hotéis luxuosos…, e uma quantidade grande de “alojamento local”, o tipo de alojamento que tem sido a nossa preferência. Na época alta ou em dias festivos, é aconselhável fazer reserva com antecedência.

Explanadas na Praça do Giraldo

Quando visitamos Évora pela primeira vez estávamos de férias e, face ao calor que se fazia sentir, acabou por ser uma visita curta. Decidimos regressar noutra data, com clima mais ameno e desta vez exclusivamente para conhecer a cidade. Ficamos instalados no Bella’s House, que à data de deste post não estava a aceitar hóspedes (?).

Convento do Espinheiro, Historic Hotel e Spa

Com ambiente diferenciado, embora ligeiramente afastado do centro da cidade, o Convento do Espinheiro harmoniza na perfeição a história, a identidade e a tradição, num espaço soberbo mas de comodidades modernas. Aqui encontra serviços de elevada qualidade num ambiente clássico, com um toque de luxo na decoração. O alojamento dispões de massagens, spa, um centro de fitness, e piscina exterior e interior.

Pousada Convento de Évora

No centro da cidade, junto da Catedral e do Templo de Diana, a Pousada Convento de Évora apresenta um serviço semelhante ao anterior. Os quartos desta pousada consistem nas antigas celas dos monges Lóios, que foram modernizadas mantendo todas as caraterísticas originais. Esta pousada disponibiliza um elegante salão de refeições, piscina exterior, e organiza passeios a cavalo e caminhadas.

Hilton Garden Inn Évora

Se é mais simpatizante de um ambiente mais atual, o Hilton Garden Inn Évora será certamente o que procura. Este hotel de 4 estrelas, com uma decoração minimalista, dispõe de piscina exterior num terraço, centro de fitness bem equipado, estacionamento com serviço de carga para carros elétricos, bar, serviço de pequeno almoço tipo buffet, e acima de tudo uma decoração que cativa o hóspede.

Évora Olive Hotel

Semelhante ao anterior, com decoração que alia o charme à modernidade, o design do Évora Olive Hotel confere-lhe personalidade com espaços bem iluminados, onde a luz destaca os materiais e as cores de uma forma cativante. Encontra-se localizado no centro da cidade, o que é uma mais valia para o hóspede que visita Évora. Para ter como referência, o Templo de Diana fica a 8 minutos a pé deste hotel de 4 estrelas.

Cenoura Brava

Claro que não podíamos fechar esta lista sem recomendação de pelo menos um alojamento local. Para um ambiente mais descontraído e afastado do centro urbano, o Cenoura Brava será certamente o tipo de alojamento que procura. Dispões de uma piscina maravilhosa, ar condicionado em todas as acomodações, decoração rústica e pequeno almoço com serviço buffet.

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Dicas para visitar Évora

Quando visitar Évora, não se esqueça que fica localizada no Alentejo, zona de Portugal por norma quente no verão. Consoante a data da sua visita, é recomendável que use roupas confortáveis e não se esqueça do chapéu nem do protetor solar…, e procure mudar de calçado pelo menos uma vez a meio do dia. As ruas de Évora são maioritariamente em calçada de pedra, o que acaba por aumentar o cansaço nos pés ao caminhar. Se mudar de calçado a meio do dia vai sentir algum alívio. Nos dias mais quentes de verão evite exposição solar entre o meio dia e as 16 horas, aproveite esse intervalo para uma bebida refrescante numa explanada qualquer.

Templo Romano

Quando visitar Évora

Para visitar Évora vai ter de circular pelas estradas alentejanas, por isso, uma data boa parece-nos ser aquando a flor das amendoeiras uma vez que na atualidade existem extensos amendoais no Alentejo. Por motivos semelhantes, outra data ideal é a primavera, ligeiramente a seguir à flor das amendoeiras. Por outro lado, e uma vez que Évora vai ser a Capital Europeia da Cultura em 2027, a melhor recomendação que lhe damos vai no sentido de visitar esta cidade quando estiver a decorrer algum evento que seja do seu interesse enquanto Capital Europeia da Cultura.

Palácio Barahona

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Roteiro para visitar Évora

1º Dia

Estação Ferroviária

Se chegou a Évora pela linha do comboio fez uma excelente opção. A Estação Ferroviária de Évora é uma gare histórica que data de 1863, fica nas imediações da cidade a pouco mais de quinze minutos a pé da praça do Giraldo. A linha férrea, atualmente renovada, é uma excelente alternativa para visitar a capital da cultura em 2027. Logo à chegada pode admirar os painéis azulejares no exterior da estação, com temas regionais da autoria do pintor ceramista Jorge Colaço.

Painéis azulejares da estação do caminho de ferro de Évora

Templo Romano de Évora

Seguindo a ordem deste roteiro, comece por subir a Rua 5 de Outubro e visite o Templo Romano de Évora, um dos monumentos mais emblemáticos de Portugal, também conhecido localmente como Templo de Diana. Esta designação popular errada foi impulsionada por uma lenda e por escritos de um padre jesuíta historiador, que terá associado o monumento à deusa Diana, sem qualquer prova arqueológica ou documental.

Templo Romano de Évora, conhecido localmente como Templo de Diana

Não sendo dos maiores monumentos em Portugal do legado deixado pelo império romano, é um dos mais emblemáticos para esta cidade e até mesmo além fronteiras.

Jardim de Diana

Junto ao Templo romano encontra o Jardim de Diana e o seu miradouro, um convite ao romantismo com com vistas que se prolongam pela planície alentejana. Do lado oposto o Museu de Évora, que não visitamos por se encontrar fechado no dia que lhe reservamos, era domingo de Páscoa.(*)

(*) O Museu de Évora encontra-se encerrado nos seguintes dias: Segunda-feira, 1 de Janeiro, Domingo de Páscoa, 1 de Maio, 29 de Junho e 25 de Dezembro

Torre das Cinco Quinas

Ao lado do Jardim de Diana encontra-se a Torre das Cinco Quinas, ou Palácio dos Duques de Cadaval, situado junto da acrópole de Évora. Este palácio, pertença de uma das famílias mais antigas de Portugal, é constituído pela casa senhorial, por um amplo pátio e pela Igreja de Loios, ou Igreja de S.ão João Evangelista, que é paredes meias com a luxuosa Pousada de Loios. Da Antiguidade à Idade Média, passando pelo Renascimento e pelo Iluminismo, todas as épocas aqui deixaram vestígios…, aqui viveram vários monarcas. Este conjunto adiciona mais um toque de monumentalidade ao Templo Romano e toda a sua envolvência.

Torre das cinco quinas (Palácio de Cadaval)
Igreja de Loios, ou Igreja de São João Evangelista.

“Casas Pintadas” de Évora

As Casas Pintadas devem o seu nome ao singular conjunto de frescos quinhentistas, que decoram a galeria e o oratório anexo integrados no jardim. No século XIX existiu no conjunto habitacional um teatro denominado Teatro Eborense, que foi a primeira sala pública de espetáculos de Évora. As decorações da galeria do jardim, são das mais interessantes manifestações artísticas do género em Portugal, um exemplar único da pintura mural palaciana da primeira metade do século XVI.

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Sé Catedral de Évora

A Sé-Catedral de Évora é um monumento de visita obrigatória para quem vier visitar esta cidade. Também conhecida por Basílica de Nossa Senhora da Assunção, esta é uma das mais imponentes catedrais do património religioso português e a maior catedral medieval de Portugal. A sua construção data de 1186, foi consagrada 18 anos depois, mas concluída apenas em 1250.

A sua silhueta vê-se ao longe, recortada na paisagem. É um monumento fascinante, totalmente erguido em granito e marcado pela transição do estilo românico para o estilo gótico. A grandiosidade da fachada é corroborada pelas majestosas naves e riqueza do interior. Visite cada altar e cada recanto, admire os claustros e o seu estilo gótico e suba ao terraço dos telhados, será sem dúvida o ponto mais alto da visita a Évora e à Catedral em Particular, não apenas literariamente.

Junto da Catedral encontrará o Museu da Sé, cuja visita pode ou não estar incluída. É opção sua aquando a aquisição dos ingressos. No interior do museu encontra diversas peças e artefactos ligados à religião católica, muitos dos quais em prata e ouro. Também algumas peças de arte sacra, mas é o interior da catedral e as vistas panorâmicas dos terraços do teto que o vão deixar maravilhado. Há um vasto horizonte a perder de vista pela planície alentejana…

A subida aos terraços da catedral, é a melhor forma de terminar a sua manhã neste primeiro dia de visita a Évora, a Capital Europeia da Cultura em 2027.

Tenha em conta que no interior do Museu da Sé, atualmente não se pode tirar fotografias.

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Igreja de São Francisco

Fachada principal da Igreja de São Francisco

De arquitetura Gótico-Manuelino, a Igreja de São Francisco é uma das mais grandiosas igrejas de Portugal e em particular de Évora. Dela faziam parte o convento, denominado Convento de São Francisco, que terá sido a primeira casa da Ordem Franciscana em Portugal, tendo a ordem sido fundada no século XIII. Construída entre 1480 e 1510, esta igreja está profundamente ligada à história de Portugal, mais precisamente aos periodos que marcaram a expansão marítima.

Esta igreja viveu os seus momentos de glória quando a corte do Rei D. Afonso V começou a instalar-se no espaço conventual durante as suas estadias em Évora, razão pela qual foi elevada à categoria de Capela Real, com o mosteiro a receber o título de Convento de Ouro, dada a riqueza com que a realeza o decorava. A estes anos de esplendor, que contrastavam com a pobreza e simplicidade da Ordem Franciscana, seguiu-se um periodo menos glorioso, inicialmente acentuado pela perda de independência de Portugal em 1580, e em 1834 pela extinção das ordens religiosas.

De destacar nesta igreja as capelas laterais com exuberantes altares ricamente decorados.

Capelas laterais da Igreja de São Francisco

Capela dos Ossos

A Capela dos Ossos é a maior do país deste género e será provavelmente uma das maiores atrações da cidade de Évora, mas para muitos visitantes não deixa de ser um local de caraterísticas assustadoras e um pouco macabras. Foi construída no Século XVII, por iniciativa de três monges franciscanos, que com a iniciativa pretenderam transmitir a mensagem da transitoriedade e da fragilidade da vida humana. Sobre o pórtico da entrada uma frase diz o seguinte:

“Nós ossos que aqui estamos, pelos vossos esperamos”.

Abóbadas da Capela dos Ossos
Brindes que pode adquirir à entrada da Capela dos Ossos.

Museu de Évora – Núcleo de Arte Sacra

A igreja de São Francisco e a Capela dos Ossos são espaços que ficam lado a lado. Com as obras recentes a que ambas foram sujeitas, recuperou-se o espaço do antigo dormitório dos frades, que se encontrava inutilizado desde finais do século XIX. Aqui se instalou um Núcleo Museológico a partir dos acervos do próprio convento, e de outros conventos franciscanos eborenses já extintos.

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Galerias Superiores da Igreja de São Francisco

Nas galerias superiores da Igreja de São Francisco, um espaço ao qual recomendamos visita, encontram-se expostas diversas peças ligadas à religião católica, entre as quais uma coleção de presépios e outras peças de artesanato detalhadamente elaboradas em barro caraterístico do artesanato alentejano. A maior quantidade do acervo é sobre presépios nas mais diversas formas de o representar. A exposição procura seguir os passos da espiritualidade franciscana, uma vez que foi São Francisco de Assis quem deu inicio à tradição de recriar a cena do Nascimento de Cristo na aldeia italiana de Greccio, no Natal de 1223.

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Palácio de Dom Manuel (palácio manuelino)

O Palácio de Dom Manuel é o que resta do conjunto palaciano de São Francisco. Foi outrora o Paço Real, que alojou a corte, e é na atualidade um espaço de exposições temporárias. Com origens no século XV, a sua arquitetura apresenta influência mudéjar e mourisca peninsular, com elementos tardo-góticos, manuelinos e renascentistas. Este palácio é ainda hoje um dos edifícios mais belos de Évora e a “sala de Visitas” da cidade, onde têm lugar recepções oficiais e cerimónias de natureza cultural.

Após visitar o palácio, passeie calmamente pelo Jardim Público de Évora enquanto admira os pormenores decorativos, os arcos de influência mudéjar, o torreão com o coruchéu e janelas de estilo manuelino. Se estiver com alguma exposição, não deixe de entrar para ver e aproveite duplamente a visita. Sinta-se um rei ou uma rainha. Aqui casou D. Afonso, filho de D. João II, com a Infanta Isabel de Castela em 1490, e em 1640 chegou a ser utilizado como armazém de guerra nas lutas pela independência, utilizações bem diferentes as quais serviu outrora…

Arcos de estilo mudéjar, em forma de ferradura

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Jardim de Évora e Ruínas Fingidas

Aproveite a frescura do jardim para relaxar um pouco, um espaço que convida ao romantismo nos vários recantos aqui existentes. Aqui se encontram reunidos vários monumentos de interesse cultural, como os restos da Muralha Medieval e as Ruínas Fingidas, construídas com materiais arquitetónicos provenientes das ruínas de vários monumentos de toda a cidade. São parte integrante uma torre e o troço de uma muralha medieval. Outro dos elementos deste parque é o coreto da arquitetura do ferro. Numa palavra, a nostalgia e o romantismo ligados à conceção dos jardins do século XIX.

Ruínas Fingidas

Igreja de Santo Antão e chafariz da praça do Giraldo

A construção desta igreja data do inicio de 1557. É um exemplar de finais do periodo renascentista e apresenta caraterísticas do tipo de igreja-salão da época. Embora pareça de três naves, o interior é de nave única, com as abóbadas sustentadas por robustas colunas de granito. Destaque para o estilo jónico das colunas e para o retábulo em talha dourada do altar-mor. Nas torres desta igreja encontra-se um carrilhão constituído por 10 sinos, que já não funcionava à algumas décadas e terá sido restaurado recentemente. No interior é solicitado que dê alguma esmola em troca de captar uma fotografia. Achamos a iniciativa interessante e original, e aderimos.

Interior da Igreja de Santo Antão – Roteiro para visitar Évora

O atual Chafariz da Praça do Giraldo, veio suceder a um outro aí construído para marcar a conclusão do Aqueduto das Águas de Prata em 1537, que terminava neste local. O atual chafariz foi construído em 1571 segundo as orientações do arquiteto
Afonso Álvares, mestre de obras do Infante D. Henrique. Tem como elementos decorativos oito mascarões que segundo a tradição, correspondem às oito ruas que desembocam nesta praça. Ao longo da sua existência, foi uma das mais importantes estruturas de abastecimento de água à população. Na atualidade é património de interesse público e monumento nacional desde 1910.

Igreja de Santo Antão e chafariz da Praça do Giraldo

Praça do Giraldo – Évora

A esta hora estará a chegar ao fim da tarde e possivelmente já estará sem tempo para visitar outro espaço cujo horário encerre às 18 horas. Em Évora, todos os caminhos vão dar à praça do Giraldo. É hora de tomar lugar numa explanada, repousar um pouco e repor as energias com uma bebida refrescante. Esta praça é um ícone de homenagem a Geraldo Geraldes, mais conhecido por Geraldo Sem Pavor e, para quem vem de fora, esta é a “sala de visitas” de Évora. Foi Geraldo Sem Pavor que conquistou Évora aos Mouros em 1167, por isso esta é uma justa homenagem.

Praça do Giraldo – Évora

Religiosidade em Évora, Sexta-Feira Santa

Évora é um dos maiores centros de património religioso e espiritual de Portugal, mas a sua identidade religiosa reflete-se também na devoção dos eborenses aos eventos religiosos, e um dos momentos mais marcantes e de profunda devoção religiosa, é a Procissão do Enterro do Senhor que ocorre na Sexta-Feira Santa. Começa pelas 22h na Igreja do Calvário, de onde saiu a procissão solene marcada pelo silêncio, percorre várias ruas do centro histórico e vai até à Igreja da Misericórdia, onde se vive um dos momentos mais emocionantes da noite, o sepultamento do Senhor.

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Roteiro para visitar Évora

2º Dia

Paços do Concelho – Termas Romanas

Como cidade do império romano de relevante importância, no legado patrimonial eborense incluem-se na atualidade as antigas termas romanas, que se encontram localizadas no interior dos Paços do Concelho. Foram descobertas em 1987, no rés-do-chão, durante as escavações para umas obras a realizar na sala do arquivo. Dizem os eborenses que tem sido usual haver descobertas arqueológicas sempre que se faz alguma escavação. Os Paços do Concelho, outrora Palácio dos Martins da Silveira, situa-se na Praça do Sertório, nas imediações da Praça do Giraldo

Paços do Concelho (Câmara Municipal)

Arcadas e património disperso pela cidade

As arcadas da Praça Giraldo, são arquitetura da idade média que merece ser admirada. Além da decoração periférica que dão à praça, são também um refugio para os dias quentes de verão e um resguardo durante as chuvas de inverno. Também com séculos de história e a mesma tipologia, desde finais da Idade Média que a Porta Nova foi uma plataforma apta a responder aos citadinos e aos que, vindos de extramuros, entravam pelas portas de Avis e da Lagoa. A Porta Nova, é um dos pontos de entrada na cidade mais fascinantes e ricos em história, dentro do centro histórico de Évora.

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Comércio local – Rua 5 de Outubro

A Rua 5 de Outubro, que sai da Praça do Giraldo e sobe em direção à catedral, é talvez a rua mais procurada para comprar e levar alguma recordação de Évora adquirida no comércio local. A sua localização estratégica também dá uma ajudinha. Esta rua é ladeada por lojas de artesanato e casas com varandas em ferro forjado. O comércio local em Évora estende-se a outras ruas, tem relevante importância na cidade porque permite dar vida ao centro histórico e em consequência atrair o turismo.

Outras ruas que não deve perder para fazer compras no comércio local são a Rua de Avis, Rua da República, Rua de Serpa Pinto, Rua Cândido dos Reis e Rua Miguel Bombarda. Também a Rua Nova até perto da Câmara Municipal, e a Rua Romão Ramalho até ao Mercado da Praça 1º de Maio. Percorra todas elas demorando-se. Passe por baixo das arcadas da Rua da República e Praça do Giraldo, para se proteger da chuva ou do sol do Alentejo enquanto vai olhando as montras.

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Largo das Portas de Moura

No largo das Portas de Moura e sua periferia, existem alguns pontos de visita imperdíveis que descrevemos de seguida.

Chafariz das Portas de Moura

Apesar de não ter a “grandiosidade” e impacto urbanístico do chafariz da Praça do Giraldo, o chafariz das Portas de Moura é igualmente admirável. Foi construído em 1556 e inaugurou uma tipologia maneirista de fontes na cidade de Évora, na qual o chafariz da Praça do Giraldo se insere. Significou também uma marca de poder e de progresso durante o governo do Cardeal D. Henrique, Arcebispo de Évora, junto à maior obra pública à data em construção, o Aqueduto das Águas de Prata

Varanda manuelina da Casa Cordovil

Junto ao chafariz das Portas de Moura situa-se a Varanda Manuelina da Casa Cordovil. A sua arquitetura é uma fusão de influência manuelina e mudéjar, destacando-se pelos arcos em forma de ferradura e elementos decorativos caraterísticos do século XVI. Está classificada como imóvel de interesse público desde 1922 e a galeria onde está inserida funciona algumas vezes como espaço de exposições.

Coluna com a história de Évora

A poucos metros do Chafariz das Portas de Moura, pode admirar a coluna em granito com parte da História de Évora. A sua localização junto ao Palácio da Justiça cria um diálogo simbólico entre a justiça atual e a memória histórica gravada na coluna. Nas gravuras encontram-se:

  • A conquista da cidade por Geraldo Sem Pavor
  • A fundação da universidade de Évora por Dom Henrique
  • Diversos feitos, lutas e nomes fundamentais na evolução do burgo
  • E a fachada da antiga universidade com textos explicativos

Também junto a este chafariz encontra-se a Igreja do Carmo, monumento religioso que se diz ser de visita imperdível. Nós não o podemos afirmar por não termos visitado.

Porta dos Nós da Igreja do Carmo

Em 1663 o convento do Carmo é destruído pelo fogo durante a guerra da restauração. Os frades ficaram sem convento, viram-se obrigados a fugir e levaram consigo apenas a imagem de Nossa Senhora do Carmo. Dois anos mais tarde o Rei D. João VI doa o Paço de Bragança, no largo das Portas de Moura, aos frades desta ordem para construírem aí novo convento, desde que o famoso Portal dos Nós fosse preservado em toda a sua glória.

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Museu de artesanato do Distrito de Évora

O museu do artesanato do distrito de Évora vai ser transformado no Welcome Center para o turista. O projeto insere-se na preparação da cidade para acolher a Capital Europeia da Cultura em 2027. Desde 2011 expunha no interior algum conteúdo do artesanato mas também alguns artigos do quotidiano de finais do século XX, os mais interessantes. É um edifício histórico, notável obra da arquitetura civil barroca do século XVIII

Welcome Center – Évora

Universidade de Évora

Não visitamos alguns espaços de interesse relevante por falta de tempo, por opção nossa, mas alguns também por se encontrarem fechados, e a Universidade de Évora foi uma dessas situações. Fomos informados no posto de turismo que, por ser o fim de semana de Páscoa, encontrava-se fechada. É a segunda universidade mais antiga do país e consta-se que justifica bem a visita.(?)

Universidade de Évora. Créditos desta imagem: Maria das Contas

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Muralhas de Évora

Évora é uma das poucas cidades que ao longo do tempo tem conservado as suas muralhas quase intocadas, estão classificadas como monumento nacional desde 1922 e são parte integrante do conjunto do Centro Histórico, que se mantém ainda hoje como centro político, administrativo, económico e social da cidade. O perímetro muralhado mais abrangente, e mais recente, data do século XVI. Para entrar no centro histórico de Évora tem obrigatoriamente de passar as muralhas, e se entrar pela Porta da Lagoa, a mesma por onde nós entramos, vai ver o Aqueduto da Água de Prata.

Segundo perímetro muralhado de Évora

Aqueduto da Água de Prata

Por incrível que pareça, e embora a população de Évora já não dependa dele para o abastecimento doméstico, o aqueduto continua levar água por gravidade desde as nascentes da Graça do Divor, até ao centro da cidade de Évora, sendo aproveitada para fins como a rega de jardins e espaços verdes urbanos. Está classificado como Monumento Nacional desde 1910 e integra o Centro Histórico de Évora, considerado Património Mundial da UNESCO.

Aqueduto da água de prata

Miradouro do Alto de São Bento

No fim da sua visita a Évora e em jeito de despedida, para melhor ver a cidade, nada como ir até ao miradouro do Alto de São Bento, a partir do qual tem vista sobre quase toda a cidade embora que um pouco à distância. Este é o ponto panorâmico mais alto na periferia de Évora. Onde se encontram uns moinhos de vento, recuperados e que na atualidade integram o Projeto Educativo do Alto de S. Bento, albergando o Núcleo Museológico de Granito e o Núcleo Museológico da Florística.

Miradouro do Alto de São Bento

Rua Alcárcova de Baixo – Évora

Por fim, passear pelo centro histórico de Évora e encontrar um lugar com o qual se identifique para jantar, será certamente o que de melhor pode fazer. Na Rua Alcárcova de Baixo, entre os vários restaurantes irá encontrar certamente um lugar agradável. Aqui a cidade continua, agora à mesa com a escolha da ementa, uma boa conversa e o serão pela noite dentro…, e um digestivo para completar o momento.

Rua da Alcárcova de Baixo
Carne de porco frita com migas de espargos.

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Almoço no alojamento local

Como o Alojamento Local tem sido a nossa preferência, não apenas pelos nossos hábitos mas também pela privacidade e pela componente financeira (preços mais em conta), sempre que possível confecionamos no alojamento as nossas refeições, e Évora não foi exceção. Foi assim a nossa despedida…

…e se visitar Évora enquanto Capital Europeia da Cultura, não vá embora sem uma fotografia no Baloiço É_27 (Évora 2027)

Localização e como chegar

Évora fica no sul de Portugal, é considerada a capital do Alentejo. Para chegar a Évora pode usar os transportes públicos, rede de expressos ou o comboio, ou usar carro próprio. Se não tem carro reserve aqui um aos melhores preços, verá que é mais barato do que parece. Caso vá até Évora de Carro, pode fazê-lo usando a autoestrada A6, que faz ligação de Badajoz em Espanha, com a autoestrada A2 na Marateca. Pode também usar as estradas nacionais e mais calmamente apreciar a paisagem alentejana.


Ver mapa maior

Locais que não visitamos

  • Termas Romanas
  • Teatro Garcia de Resente
  • Convento de Nossa Senhora da Graça
  • Museu Nacional Frei Manuel do Cernáculo
  • Igreja Museu da Misericórdia
  • Centro de Arte e Cultura
  • Coleção de Carruagens

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